Área Reservada
 
Mocambique 3B29

Projecto em Moçambique

 

 

Nº de Beneficiários: 9.752 pessoas

Data de Início: Out.2010

Data de fim: Dez.2011

   

Produção de alimentos diversas vezes ao ano e protecção das reservas de alimentos são alguns dos objectivos do projecto "Segurança alimentar na zona costeira dos Distritos da Ilha de Moçambique".

 

Os Distritos da Ilha de Moçambique, Mossuril e Mogincual têm sido uma zona de Moçambique na qual a Oikos tem vindo a desenvolver uma série de projectos ao longo dos anos. Numa lógica de desenvolvimento sustentado e continuado, o maior conhecimento da região nos têm possibilitado alcançar bons resultados através de iniciativas em sectores diversos da sociedade.

 

Estas zonas do país são vítimas de recorrentes desastres naturais, que acabam por arrasar completamente a vida da população. A destruição das casas e de outras infra-estruturas; das hortas familiares; e dos meios de subsistência contribuem para condições extremas de pobreza e vulnerabilidade social e económica, deixando às comunidades poucos recursos para a reconstrução de suas vidas.

 

Estratégias que garantam maior segurança alimentar e protecção das reservas de alimentos são essenciais para que exista maior esperança por parte da população local no sentido de poderem construir uma vida mais estável e segura, não estando tão susceptíveis a circunstâncias externas.

A utilização de técnicas tradicionais de agricultura, com baixos resultados de produção; o cultivo agrícola das mesmas culturas; falta de capacidade adequada de irrigação; assim como o uso de sementes de baixa qualidade genética são alguns dos factores que contribuem para um baixo rendimento por parte dos agricultores locais. Além disso, não existem estratégias alternativas para geração de rendimentos.

As actividades implementadas visam que os produtores beneficiários possam aumentar e diversificar a produção agrícola para fins de comercialização, aumentar os seus rendimentos e melhorar a qualidade de vida. Distribuição de sementes para cultivos alternativos e sementes de ciclo-curto (como o milho ou arroz); e a entrega de ferramentas para as plantações (enxadas, catanas, ancinhos, motobombas, cisternas), são algumas das iniciativas realizadas com este objectivo.

 

O projecto conta ainda com uma componente de "campos de testes" de novas culturas que se adeqúem às condições existentes na zona, e procura identificar e capacitar agricultores que funcionem como multiplicadores na divulgação destas novas técnicas de cultivo e de irrigação.

 

Através de acompanhamento e transmissão de conhecimento técnico contínuo por parte da Oikos, o objectivo é que os agricultores possam produzir alimentos diversas vezes por ano nas áreas de planícies, e saibam como proteger essa produção em caso de ciclones, cheias e outros desastres naturais. A utilização de algumas espécies de plantas como defesa natural contra a erosão e ventos fortes; e utilização de novos modelos de silos mais resistentes ao vento forte e mais eficientes para a conservação de nutrientes são algumas iniciativas desenvolvidas no projecto para maior protecção dos campos de alimentos.


Este projecto irá beneficiar directamente cerca de 9.752 pessoas, que funcionarão depois como multiplicadoras das técnicas e conhecimento adquirido.

Com co-financiamento da Comissão Europeia (ECHO), é realizado em parceria com a FAO (Food and agriculture Organization); Governo Distrital da Ilha de Moçambique, Mossuril e Mogincual; Associação LUARTE - Arte, Cidadania e Transformação Social; Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM); Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), entre outras organizações envolvidas em projectos DIPECHO na região.

  

  

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