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Estado da Soberania Alimentar na América Central

Tuesday, 03 November 2015 15:35

"Todos os seres humanos tem direitos iguais, sem qualquer tipo de distinção. No entanto, a realidade na América Central caracteriza-se pela desigualdade grave e inaceitável e pela vulnerabilidade permanente e sistemática a que estão sujeitos vários sectores da população. Pobreza, exclusão social e económica e insegurança alimentar",  Miguel Á. Lasfuentes, Oikos- cooperação e desenvolvimento

A Oikos em conjunto com a Aliança para o Direito Humano à Alimentação elaborou um documento sobre a história da América Central no que diz respeito à soberania alimentar. O documento tem como objetivo contribuir para uma maior reflexão de como os países da Região Centro-americana - Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala - chegaram à situação atual e também dá alternativas, dizendo que é necessária uma reconstrução para o desenvolvimento rural inclusivo, sustentável e integrado, de modo a fortalecer e desenvolver a soberania alimentar da Região.

 

É traçado um perfil territorial da América Central, para a compreensão do alcance e das limitações das opções de desenvolvimento rural no contexto da segurança alimentar. É também apresentado um método de fortalecimento da soberania alimentar que tem atenção as alterações climáticas e os pontos fracos do sistema internacional de alimentos.

 

Em termos gerais, as áreas de produção agroalimentar nos últimos sete anos expandiram ligeiramente, mas menos do que no período anterior (1996/2006). Porém desta vez verificou-se um aumento da produção em todos os países. A Costa Rica foi o país que mais expandiu a sua produção agroalimentar, mas teve dois períodos adjudicantes. No entanto, tanto a Nicarágua e Guatemala ampliaram as suas exportações agrícolas. Embora todos os países tenham reduzido a colheita de grãos em relação à área populacional, verificou-se um maior aumento da produtividade que permitiu à Região ter uma maior disponibilidade de grãos para a sua população. O comércio de alimentos e a falta de um modelo de desenvolvimento inclusivo, integrado e sustentável, são a maior fraqueza política de soberania alimentar na Região.

 

A Aliança para o Direito Humano à Alimentação na América Central é um novo sujeito político que surgiu para promover o diálogo social e político para o Direito Humano à Alimentação e Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Região, que garante a participação efetiva da sociedade civil na formulação e implementação de políticas públicas e metas normativas nacionais e centro-americanas.

 

Este documento é uma ferramenta de trabalho ao serviço da sociedade da América Central. Esperamos que as organizações, as redes, as universidades, as instituições e as partes interessadas possam encontrar neste documento um complemento à sua visão e um contributo para o debate social e político sobre o direito à Alimentação e à Soberania Alimentar dos nossos povos.

 

Leia aqui o prefácio, em Português, por Miguel Á. Lasfuentes e Pedro L. Hernández Piedra, representante Regional e coordenador de projetos da Oikos respetivamente.

 

Consulte a publicação, em Espanhol:

» Versão completa

» Versão resumida

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