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Terça, 15 Janeiro 2008 11:55

Estação das chuvas está ainda no início e já fez cerca de 70 mil desalojados.

As organizações não-governamentais Oikos e Save The Children iniciaram campanhas de recolha de donativos para acudir às vítimas das cheias em Moçambique, acção já lançada também a nível internacional pela Cruz Vermelha moçambicana. As intensas chuvas que assolam anormalmente o país são fruto do fenómeno "La Nia", mas ainda não atingiram o seu pico, temendo-se que, até Março, o nível das águas nos principais rios possa ultrapassar recordes.

 

A constatação é do director do Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM), Moisés Benesene, que, numa entrevista telefónica à Agência Lusa, atribuiu à "La Nia" a precocidade da queda das chuvas em toda a África Austral, que começaram em Setembro de 2007 e se intensificaram no mês seguinte.

 

Para Moisés Benesene, o pior ainda não chegou, uma vez que os meses mais chuvosos em Moçambique costumam ser Janeiro, Fevereiro e Março. No entanto, o nível dos caudais dos principais rios do país está quase idêntico ao das cheias de 2000 e 2001.

 

De acordo com as autoridades moçambicanas, as cheias em Moçambique já fizeram pelo menos dez mortos e cerca de 70 mil desalojadas, pessoas que fugiram da subida das águas nos principais rios do país.

 

Campanhas humanitárias para ajudar vítimas das cheias:

A britânica Save The Children pretende angariar com a campanha hoje iniciada um total de um milhão de libras (1,3 milhões de euros), destinados a operações de auxílio a crianças deslocadas devido a subida do nível das águas de alguns dos principais rios de Moçambique, enquanto que a portuguesa Oikos necessita de 350 mil euros para uma operação de quatro meses no país.

 

A Save The Children alerta hoje que "estão previstas para as próximas semanas fortes chuvas e prolongada subida do nível das águas, fazendo destas as piores cheias em Moçambique nos últimos anos".

 

A ONG britânica diz estar já a distribuir "kits" de emergência com cobertores, utensílios alimentares, sabão, purificadores de água, cordas e coberturas de plástico para construir abrigos.

 

Quanto à portuguesa Oikos, estima em perto de 350 mil euros as suas necessidades para um período de quatro meses de acções em Moçambique. Actualmente, a Oikos já beneficia em Moçambique perto de 12 mil famílias, cerca de 49 mil pessoas. A ONG esteve presente nas cheias do ano passado, que obrigaram à deslocação de perto de 163 mil pessoas e destruíram perto de 80 mil campos agrícolas.

 

Para recolher os donativos, foi aberta uma conta na Caixa Geral de Depósitos.

 

A Cruz Vermelha de Moçambique está a focalizar-se nos depósitos para residentes no estrangeiro, através de uma conta no Bank of New York, Estados Unidos.

  

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